Haute Couture / Demi Couture I

Há muito tempo que se anuncia a morte da Alta Costura. Na verdade os desfiles de alta costura servem sobretudo para reafirmar o prestígio de uma casa de moda ou criador; são uma acção dispendiosa de marketing cujo retorno só se traduzirá nas vendas dos produtos e acessórios associados à marca. Se não podes ter um Chanel podes no mínimo usar um Nº5 ...
Para fazer parte deste grupo de elite é necessário cumprir uma série de exigências que, nos dias actuais se tornaram pouco vantajosas para a maioria das marcas e/ou criadores. Estes critérios foram estabelecidos pela Chambre Syndicale em 1945 e redefinidos em 1992. A exemplo:
- ter um mínimo de 15 empregados
- compor a colecção com um mínimo de 35 looks para dia e para noite
- apresentar uma colecção por estação em Paris
- detalhes e acabamentos manuais ou artesanais

Estas são apenas algumas das principais exigências, mas somadas às horas de trabalho que cada peça consome e aos preços das exclusivas matérias-primas, são suficientes para colocar a Alta-Costura ao alcance de muito poucos.

Actualmente, e desde sempre, o único português a poder com propriedade ostentar o termo "Alta Costura" é Filipe Oliveira Baptista, madeirense residente em Paris. Mesmo Manuel Alves l José Manuel Gonçalves utilizam a expressão "Prêt-a-Porter de Luxo" como podem conferir no site apesar de neste momemto serem quem mais se aproxima do conceito couture.